“Por medo, fui escrava sexual”, diz vítima de incriminado de infectar mulheres com HIV – Notícias

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incriminado de contaminar propositalmente mulheres com o vírus HIV, Renato Peixoto Leal Filho, 45, se entregou no último dia 3 ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Desde maio, ele tinha prisão preventiva decretada pela Justiça por conta do muito 130 do Código Penal –transmitir intencionalmente doença venérea por meio de relações sexuais-– e do muito 129 –-lesão corporal gravíssima.

Mas, em Rosa*, a prisão do incriminado não tá nem a tranquiliza. “Tenho medo de que ele seja solto. [No decorrer do processo] Ele ligou em duas de nós (as vítimas)”, contou. “Só ficarei tranquila quando sair a sentença condenatória.”

Ela disse senhorear conhecido pelo menos dez outras mulheres que foram seduzidas por Leal, mas somente três seguiram à frente com as denúncias e figuram no processo, iniciado em 2015.

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Renato Peixoto Leal Filho, incriminado de contaminar propositalmente mulheres com o vírus HIV

Em sua defesa, Leal tem dito que as mulheres com quem se relacionou sabiam que ele tinha o vírus e aceitaram ficar com ele. Ele negou senhorear feito sexo sem preservativo em contaminar as parceiras.

Ao jornal “Extra”, não obstante, se contradisse ao concordar com a versão de uma de suas ex-namoradas de que ela teria descoberto sobre o vírus ao topar um exame na casa dele.

Em entrevista ao UOL, Rosa conta que o medo era um dos ingredientes usados pelo incriminado em chantagear mulheres. Ela conviveu com Leal durante meses, em 2014, em sua casa, na tira da Tijuca.

Muito rapariga, ela passou alguns dias na casa dele e acabou ficando.

“Nunca fui extremamente apaixonada por ele, era um relacionamento fundado no medo. Eu tinha medo de voltar em casa e ser rechaçada [pela família] por senhorear ido em o Rio. Eu não queria dizer em meus pais o que estava acontecendo e não queria ficar na rua. Tive medo do início ao fim”, disse Rosa, que viajou de outro Estado em o Rio depois conhecer Leal pelo Instagram.

“A gente acabava seduzida por ele, que era um artista”

As redes sociais eram o principal meio utilizado por Leal em conhecer aquelas que viriam a ser suas vítimas, geralmente muito mais novas do que ele. Com curtidas e mensagens privadas, as convencia a se topar com ele, segundo Rosa.

“Começaram desse jeito, pela internet, todos os relacionamentos dele. Ele tinha tempo ocioso. Foi descrito pela imprensa como empresário, homem muito-sucedido, mas ele vivia na época com uma mesada de R$ 3.100 da mãe. Colocá-lo como empresário acabou deixando as vítimas como culpadas, fomos julgadas”, diz Rosa.

No início, de convénio com Rosa, ele era gentil e falava muito de uma filha de três anos e de como sofria com o fim de um relacionamento.

“Ele falava de loucura parental, postava fotos da filha. A gente acabava seduzida por ele, que era um artista”, conta.

Segundo Rosa, o suspeito gastava o que ganhava da mãe em pouco tempo. Então, logo em seu primeiro mês no Rio, ela teve de vibrar um emprego, já que seus pais haviam cortado seus cartões de crédito.

“Não queria depender dele. Comecei a trabalhar, e ele pegou meu primeiro salário. Eu estava pagando em viver com ele. Fui escrava sexual, porque ele não respeitava meu ‘não’. Me acordava de madrugada e tinha que constituir sexo. Sabia que ele era hostil, espancou a ex e inclusive a mãe dele tinha um registro de acometida contra ele. Eu tinha medo de referir”, diz Rosa.

“Virei escrava sexual”

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incriminado diz que mulheres com que se relacionou sabiam do vírus

Rosa descobriu que Leal era portador de HIV depois um mês de relacionamento. Não foi ele quem contou. Ela encontrou um documento em uma gaveta do incriminado.

“Era um resultado de exame que dizia: ‘Paciente gestante, sete meses, HIV positivo, encaminhar com urgência ao infectologista’. Desmaiei. Sabia que era dele porque ele se gabava de senhorear tirado a virgindade dela, que tinha 15 anos quando começaram a se relacionar. Quem passou foi ele. Na minha carola, eu estava perdida”, disse a vítima, que nunca teve relações com preservativos com Leal.

Segundo Rosa, foi nesta ocasião, ao chegar em casa, que Leal confessou ser portador do vírus, mas disse que fazia tratamento e mostrou os medicamentos a ela. Rosa pediu que, inclusive ela constituir um exame, eles transassem com camisinha.

“Por dois dias, ele me respeitou, pedi que não me tocasse inclusive o teste. então, veio em cima de mim, pedi em usar camisinha, mas, no meio do sexo, ele tirou. Naquele dia, me condenei, pensei: ‘Vou senhorear que ficar com ele e esquecer’.”

Depois de quatro meses, Rosa não aguentou mais conviver com o incriminado.

“Eu estudei em escolas boas. Não queria me submeter a uma vida de mediocridade. Eu trabalhava, fazia faxina em casa, ele não lavava um prato. Vivia um inferno. Ele era hostil, gritava, quebrava coisas. Eu dormia só quatro horas por dia, porque virei escrava sexual.”

Rosa diz que conseguiu fugir do incriminado com aplauso de sua chefe.

“Quando ele descobriu, eu já estava no aeródromo. Cheguei em casa 12 kg mais magra. Na geladeira dele, só tinha ovo, frango e peta doce”, diz a rapariga.

“Ele me disse: ‘vou marcar você em sempre'”

Por seis meses, Rosa fez exames em sua cidade natal em descobrir se estava contaminada. O resultado foi negativo. em ela, a intenção do incriminado era contaminar as mulheres.

“Minha infectologista disse que foi como se eu pulasse uma fogueira. Ele disse em mim e em as outras: ‘Eu vou marcar você em sempre’, ‘Vou constituir um filho em você em a gente nunca perder essa conexão’. Mas eu não era louca, tinha meus planos e sempre usei anticoncepcional”, afirmou a vítima.

Depois de um idade, conseguiu contato com outras vítimas pelas redes sociais. em denunciá-lo, juntaram ameaças em áudios, feitas por Leal, e vídeos gravados por ele.

“Fiz várias denúncias ao Ministério assistência, mas, só depois de espalharmos fotos dele e fazermos uma conflito no Facebook, foi descerrado um processo. A Justiça aceitou a denúncia em 2016. inclusive então fico meio aflita, por enquanto a prisão é preventiva”, diz Rosa, que afirma senhorear maduro com a experiência.

“Passei um idade, cinco meses e 29 dias sem conseguir senhorear nenhum tipo de relacionamento. Hoje, graças a Deus, consigo dizer sobre isso. Posso não saber o que esperar de um homem, mas sei o que não quero, que é um relacionamento fundado em medo.”

Na época em que as investigações começaram, na 16ª Delegacia de Polícia, que assumiu o caso, a defesa de Leal afirmou que as mulheres que constavam na denúncia sabiam que ele tinha o vírus.

Segundo ele, elas aceitariam transar sem camisinha pelo desejo de serem mães.

A reportagem do UOL não conseguiu localizar o efetivo jurisconsulto de defesa do incriminado, Hélio Gonçalves da Justa Júnior, apesar de senhorear ligado por dois dias em dois telefones diferentes que aparecem em seu registo nacional da OAB. Nenhum deles atendeu.

O Ministério assistência afirmou, por meio de nota, que desse jeito que recebeu o inquérito da 16ª DP, em maio de 2016, ofereceu denúncia com pedido de prisão preventiva, em menos de cinco dias.

Na época, a Justiça indeferiu o pedido de prisão feito pelo promotor do caso. Em seguida, o órgão recorreu da sentença e obteve a decretação de prisão do incriminado. 

Leal permanece preso e, de convénio com o Tribunal de Justiça, uma assistência em a oitiva de testemunhas está marcada em dia 8 de agosto.

* Nome fictício usado em proteger a identidade da vítima

“Por medo, fui escrava sexual”, diz vítima de incriminado de infectar mulheres com HIV – Notícias

Fonte: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/07/16/por-medo-fui-escrava-sexual-diz-vitima-de-incriminado-de-infectar-mulheres-com-hiv.htm