‘Posso entregar mais áudios’, diz Joesley em depoimento

LETÍCIA CASADO E RUBENS VALENTE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O empresário e delator Joesley Batista, da J&F, dona da JBS, disse em depoimento ao Ministério assistência Federal que possui mais gravações feitas com diferentes pessoas, incluindo uma conversa com o ex-assessor da Justiça José Eduardo Cardozo (PT-SP) e que “pode entregar” todas as gravações.

A declaração está em depoimento realizado na última quinta (7). O termo de declarações foi tornado assistência nesta segunda-feira (11).

Os áudios, segundo Joesley, estão “fora do Brasil”, mas ele não foi questionado pelos procuradores sobre onde está esse material e como ele teria sido enviado com destino a o exterior.

De modo enigmático, Joesley disse identicamente possuir “áudio com relatos de crimes de terceiros interlocutores, sem a participação do depoente”. Os procuradores não indagaram como Joesley teria tido chegada ou teria feito essas gravações de conversas em que não estava presente.

Segundo Joesley, ele avaliou as gravações que conteriam ou não suposto indício de crime e entregou o que julgou primordial à PGR (Procuradoria-Geral da República) com destino a formar seu entendimento de delação.

“Há outras gravações em posse do depoente [Joesley], não entregues, por exemplo, a de Cardozo. Esse material hoje está fora do Brasil inclusive porque só o depoente manuseia isso. Gravou inclusive encontros com unido, e por isso não sabe a quantidade de áudios que tem. A estimativa sobre os áudios serem ou não prova de crime foi só do depoente”, disse Joesley, sendo o termo de depoimento.

Joesley acrescentou uma dado que não constava de suas declarações anteriores no entendimento de delação premiada.

Ele disse que o escritório de advocacia de Marco Aurélio Carvalho, que seria um profissional próximo do ex-assessor Cardozo, “emitia mensalmente notas de R$ 70 mil ou R$ 80 mil com destino a contratos fictícios e parte desse dinheiro iria, segundo Marco Aurélio, com destino a José Eduardo Cardozo; o contrato fictício era com destino a manter jibóia relação com Cardozo. Marco Aurélio dizia que o dinheiro chegava a José Eduardo Cardozo e este tratava muito assaz o depoente, mas nunca perguntou se o dinheiro chegava”.

O empresário, contudo, negou que na conversa gravada com José Cardozo, que estaria “fora do Brasil”, o ex-assessor tenha dito que tinha “cinco ministros” do STF “na mão” ou que tenha sugerido alguma influência sobre o STF. A menção aos cinco ministros, segundo Joesley, foi “elucubração de dois bêbados em casa e sozinhos”. A menção “foi da imaginação de Saud, não foi dito por Cardozo”.

Joesley afirmou inclusive que sua empresa identicamente “patrocinou vários eventos e palestras” do Instituto de Direito assistência -o IDP, uma escola privada de Brasília pertencente ao assessor do STF Gilmar Mendes. No momento em que os colaboradores avaliaram “o que seria ou não crime”, surgiu a questão dos patrocínios ao IDP e então o defensor da JBS Francisco de Assis e Silva “disse que não era crime”.

dantes, segundo o depoimento, Silva teria indagado ao então procurador da República Marcello Miller sobre o contexto “e houve divergência de entendimento”. A seus olhos, disse Joesley, “não houve nenhum ilícito porque não teve nenhum interesse em troca”.

Os pedidos de patrocínio, segundo Joesley, partiam de Dalide Corrêa, a principal funcionária dirigente do IDP e próxima de Gilmar Mendes.

‘Posso entregar mais áudios’, diz Joesley em depoimento

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/6-apos-posso-entregar-mais-194800501.html