Prédio é questionado por “chuveirinho” em direção a espantar morador de rua no Rio

LUIS COSTA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um “chuveirinho” improvisado sob a marquise de um edifício em Copacabana (zona sul do Rio) divide moradores do bairro: a concepção, implantada por um condomínio da rua Bolívar, é espantar moradores de rua que costumam se encastelar no lugar.

O mecanismo, instalado na última quinta (3), é processado quando os grupos se concentram às margens do vizinho cinema Roxy, um dos mais antigos da cidade.

A partir do monitoramento de uma câmera fora do prédio, é viável saber quando há pessoas agrupadas além em direção a que o “chuveiro” -um cano horizontal de cerca de dez metros perfurado e ligado a um registro- seja processado. Foi dessa maneira no último sábado (5) à noite, quando, segundo moradores, o sistema foi ligado pela última vez.

A Secretaria Municipal de amparo Social e Direitos Humanos informou que vai sutilizar a instalação do “chuveirinho”. Segundo a assessorado da pasta, a secretária Theresa Berger “solicitou que fossem tomadas todas as providências em direção a que, confirmada a prática de um obra dessa natureza, todas as medidas sejam tomadas em direção a punir o síndico e a direção do prédio”.

já de ajuste com a secretaria, feito em direção a acolhida da população de rua são feitas diariamente, mas a lei não obriga os moradores a permanecerem nos abrigos.

REPERCUSSÃO

“além os moradores de rua faziam sexo, necessidades fisiológicas e assaltavam o local. Nunca foi feito nada sobre isso. O condomínio fez um papel muito correto ao colocar aquilo além”, afirma o taxista Valcir dos Santos, 45, que trabalha em um ponto em frente ao prédio.

“Sou totalmente em prol. A pessoa se cansa de chamar a polícia, o conselho tutelar, que não resolvem”, diz o vendedor de embriaguez de coco Eduardo Lessa, 36, igualmente morador de Copacabana. “Eu acredito que chegou o limite deles e tiveram que implantar um pouco.”

O professor de francês Mauro Delgado, 53, considera a medida “exagerada”. “A solução em direção a a mendicância não é expulsar mendigos, mas instituir uma cidade melhor, com saúde e educação”, diz. “A repressão não vai melhorar.”

em direção a o presidente da Sociedade unido de Copacabana, Horácio Magalhães, inventor do vídeo que deu origem à investigação, há uma “interpretação confortável” da secretaria ao se referir aos limites da lei. “Eu não consigo entender que interpretação de legislação é essa que assegura o direito de o cidadão continuar a viver no relento, na sujeira”, afirma.

Ele classificou como “infeliz” a concepção de multar o prédio pelo uso do “chuveirinho”. “O condomínio vai ser penalizado duas vezes: pela escassez de políticas públicas e por dispor que tomar uma iniciativa, já que a do poder assistência é inócua”.

A reportagem tentou entrar em contato com o síndico do prédio, mas foi informada que ele não estava no local.

Prédio é questionado por “chuveirinho” em direção a espantar morador de rua no Rio

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/pr%C3%A9dio-%C3%A9-questionado-por-chuveirinho-220900508.html