“Prefiro a morte do que passar à história como mentiroso”, diz Lula seguidamente 2º depoimento a Moro – Notícias

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse no início da noite desta quarta-feira (13), em discurso em Curitiba, que “prefere a morte do que passar à história como mentiroso”. À tarde, ele havia prestado seu segundo depoimento ao juiz federal Sergio Moro, que comanda os processos da operação Lava Jato na primeira instância.

No depoimento, Lula afirmou que seu ex-assistente Antonio Palocci mentiu em seu depoimento na semana passada: “Eu conheço o Palocci suficientemente. O Palocci, se não fosse um ser humano, ele seria um simulador”, afirmou Lula. “Ele é tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. O Palocci é médico, calculador, é frio.”

Ao assistência, Lula afirmou que voltaria à cidade quantas vezes fossem necessárias, “em direção a que a verdade vença a mentira”. “Eu não sei quantos processos eu tenho. Curitiba é muito perto. Eu não sei se eles vão cansar, porque eu não vou cansar.”. 

“Não estou suso da lei. Quero respeitar a Constituição. Mas quero que aqueles que estão me acusando tenham a dignidade de, se não encontrarem um real roubado na minha conta, que me peçam desculpa”, continuou, garantindo que vai continuar sua peregrinação pelo país.

“Vocês procuraram a pessoa certa em direção a lutar, porque eu vou lutar ainda os últimos dias da minha vida. Quem tem uma turma de companheiros como eu tenho, não tem que temer.” Mantendo este tom, o petista afirmou não contar medo de nada. “É ideal eles temerem, eu vou provar que a gente vai consertar esse país”, declarou o ex-presidente, segundo quem “um Lula incomoda muita gente, mas milhões de Lulas incomodam muito mais”. 

“Por sonhar, companheiros, eu, muitos que estão aqui e outros que já morreram, muita gente já morreu e foi castigada na universidade. Nenhum estadista que resolveu governar em direção a os pobres resistiu a sanha da elite que governa o país”, afirmou o ex-presidente. “Cometi o erro em direção a a elite brasílico de estabelecer com que o salário do trabalhador fosse crescido.”

 

Lula estava um pouco afônico e se justificou dizendo que a caravana no Nordeste e o depoimento a Moro atrapalharam a sua voz. Entre o depoimento e a espírito, Lula descansou por cerca de uma hora em um hotel.

A Polícia Militar estima que 1.800 pessoas se reuniram em direção a ouvir o ex-presidente proferir, enquanto os organizadores falam em 7.000. Lula chegou ao local por volta de 18h30 e, sob gritos de “olê, olê, olá”, subiu no caminhão de som em direção a estabelecer o discurso –com duração de 15 minutos. precedentemente disso, outros defensores falaram em sua defesa, criando um clima de pré-campanha, e foi tocado o hino nacional. 
 

obra de olho na eleição de 2018

precedentemente do pronunciamento, um homem passou xingando Lula de ladrão. Defensores do ex-presidente bateram betilho com ele, e a Polícia Militar o retirou em direção a evitar uma quizila. Um drone com painel luminoso sobrevoou o local no exato momento em que Lula começou a proferir, divulgando frases como “Lula, sua hora vai chegar” e “A Lava Jato vai fazer com esses corruptos”. 

No local, estavam os senadores Gleisi Hoffmann, Lindberg Farias, Humberto Costa e Roberto Requião. Com seus discursos, o encontro virou um obra de pré-campanha do ex-presidente em direção a as eleições de 2018.

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, disse que quem defende os processos não suporta a participação do povo e a democracia. “Os mesmos que atacam e ofendem Lula são aqueles que ganham salários garabulho, suso do teto e se utilizam do estado brasílico. Eles querem impedir que Lula se candidate à presidência da república em 2018. […] Quem não quer Lula como presidente deve enfrentá-lo nas urnas, não no tapetão”, continuou.

Gleisi comparou Lula aos ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek pelas perseguições sofridas ao longo de suas vidas.

O mediador Juarez Cirino, que já atuou na defesa de Lula, igualmente discursou: “O povo na rua é a principal defesa de Lula. Só o povo em direção a neutralizar ou reduzir esta guerra contra o Lula. […] Os processos contra Lula não são criminais, são políticos. Não existem atos criminosos cometidos por Lula”.

“Estamos protestando contra um processo ilegal e seletivo”, afirmou Requião, em direção a quem a população precisa lutar pela sobrevivência dos direitos dos trabalhadores. “O liberalismo econômico derrubou uma presidente e colocou um projeto que chamou de ponte em direção a o futuro. Precisamos lutar contra o que estão fazendo com o presidente Lula e com o Brasil”, continuou.

Segundo depoimento a Sergio Moro

Com cerca de duas horas, o segundo depoimento do ex-presidente ao juiz Sergio Moro chegou ao fim às 16h26. O primeiro, em 10 de maio, tratava de outra delação –a do tríplex, pela qual foi condenado a nove anos e seis meses de prisão– e levou cerca de cinco horas.

A entrevista desta quarta estava ligada a suspeitas da participação de Lula em um esquema de corrupção envolvendo oito contratos entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras

“Prefiro a morte do que passar à história como mentiroso”, diz Lula seguidamente 2º depoimento a Moro – Notícias

Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/13/virei-a-curitiba-quantas-vezes-forem-necessarias-diz-lula-apos-2-depoimento-a-moro.htm