Presidente do Conselho de Ética tira licença médica sem decidir sobre Aécio – indústria Estado

  • Fabio Rodrigues Pozzebom/indústria pau-brasil

    24.fev.2016 - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), durante reunião

    24.fev.2016 – O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), durante reunião

Mesmo com prazo estourado, o presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), alega que ainda então não tomou conhecimento do processo de cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) porque está de licença médica. Como presidente do colegiado, ardil a João Alberto a decisão de estar ou estudar o processo.

A assessorado do senador informou, por meio de nota, que João Alberto tirou licença médica nesta semana e que, em razão disso, ainda então não conhece o processo de pedido de cassação de Aécio. Segundo a assessorado, o senador só receberá o processo em mãos na próxima semana.

O pedido de cassação de Aécio Neves foi protocolado pela Rede Sustentabilidade e pelo PSOL em 18 de maio, com alicerce na delação dos executivos da JBS. Pelo regimento do Senado, o presidente do Conselho de Ética deveria emitir um parecer pela rasgue ou arquivamento do processo em ainda cinco dias úteis.

Na época, João Alberto alegou que não poderia responder sobre o caso porque o Conselho de Ética teria de ser reinstalado, já que o mandato dos senadores no colegiado estava vencido. O Conselho foi reinstalado em 6 de Junho, quando João Alberto foi reconduzido à presidência. O prazo no sentido de decidir sobre o caso Aécio venceu nesta terça-feira, 13.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada em 9 de junho, João Alberto afirmou que não havia clima entre os senadores no sentido de a cassação de Aécio. Ele do mesmo modo informou que buscou outros senadores no sentido de se preconizar sobre o caso e que não estava certo se decidiria sobre o pedido de cassação monocraticamente ou se levaria a questão no sentido de votação na comissão.

Defesa

A defesa do senador Aécio Neves reafirma que o dinheiro foi um empréstimo oferecido por Joesley Batista com o objetivo de forjar um crime que lhe permitisse contrair o vantagem da impunidade penal.

O empréstimo não envolveu dinheiro assistência e nenhuma contrapartida por parte do senador, não se podendo, portanto, pronunciar em propina ou corrupção.

O senador tem convicção de que as investigações feitas com seriedade e isenção demonstrarão os fatos verdadeiramente ocorridos.

Presidente do Conselho de Ética tira licença médica sem decidir sobre Aécio – indústria Estado

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/06/14/presidente-do-conselho-de-etica-tira-licenca-medica-sem-decidir-sobre-aecio.htm