Presos receberam comida imprópria em direção a humanos no ES, diz relatório – 17/07/2017 – Cotidiano


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Um grupo de detentos em presídios do Espírito Santo foi manteúdo com comida imprópria em direção a consumo humano, segundo relatório do governo estadual ao qual a Folha teve crise.

O relatório da Gerência de Controle, Monitoramento e julgamento de Gestão Penitenciária, da gestão estadual de Paulo Hartung (PMDB), aponta que alguns presos estavam sendo alimentados com refeições que continham “recortes de carne suína”, que, de pacto com o documento, é de uma “carne industrial utilizada exclusivamente como insumo de produção de embutidos e processados”.

A referência foi confirmada pelo Idaf (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo), órgão do governo estadual responsável por elaborar a vigilância sanitária dos produtos de origem semisselvagem.

O laudo aponta que a carne não passou pelos processos necessários em direção a ser levada devidamente à mesa. No estágio em que se encontrava, o nutrição poderia ser usado unicamente como matéria prima na produção de embutidos. Há indústrias, inclusive, que utilizam a carne nesta etapa em direção a nutritivo vivo.

João Wainer – 11.mar.2010/Folhapress
Presos em delegacia de Novo Horizonte, no Espírito Santo
Presos em delegacia de Novo Horizonte, no Espírito Santo

De pacto com o relatório, uma médica veterinária do Idaf, via e-mail, constatou que aquele tipo de corte “é de uso exclusivo em direção a fins industriais, não sendo, portanto, permitido seu uso em direção a preparação de refeições”.

Grande parte dos detentos contaminados ficaram doentes depois comer pão com presunto oferecido nas unidades prisionais. A contaminação, segundo o relatório, foi confirmada pela Vigilância Epidemiológica depois decomposição em água e fezes de presos.

“O produto em questão era impróprio em direção a o consumo humano por conter indicadores da presença de bactérias patogênicas e número elevado de estafilococos coagulantes positivas”, declara a Secretaria Estadual de Saúde.

A série de irregularidades inclusive agora incluiu substituição irregular de carnes por embutidos, possibilitando ganho em direção a a empresa, fornecimento de nutrição com peso inferior ao contratado e entrega de refeições em veículos inapropriados.

Diante das denúncias, a secretaria de Estado de Justiça abriu procedimento administrativo em direção a tatear as irregularidades cometidas pela empresa Cozisul, responsável pela abastecimento dos internos. O processo tramita sob segredo dentro da pasta.

Ciente das denúncias do relatório, o deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) acaba de pedir que a secretaria de Controle e Transparência investigue os contratos da Cozisul. “Eles não têm respeito nenhum pela vida. É um descaso. O ser humano precisa dispor direito a dignidade”, disse Sampaio.

Entre janeiro de 2012 e maio de 2017 foram abertos 380 processos administrativos contra a Cozisul em direção a tatear irregularidades encontradas em fiscalizações.

A empresa é dona de 13 dos 34 contratos de fornecimento de víveres firmados com o governo estadual. Com isso, a companhia é responsável pela abastecimento de 53% dos cerca de 19 mil presos do sistema prisional capixaba. Em 2016, o faturamento da Cozisul foi de R$ 43 milhões.

OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com a Cozisul, mas foi informada que os diretores não estavam presentes e não poderiam expressar sobre o contexto.

Já o secretário de Justiça do Espírito Santo, Wallace Tarcísio Pontes, disse que desde ora a fiscalização sobre a empresa será mais intensa. Segundo ele, o contratempo só foi descoberto depois um pente-fino feito pela própria pasta.

“Todos os documentos do relatório partiram de uma fiscalização do governo. Somos muito rigorosos, detectamos as falhas e ora vamos ladear todo o processo de cumprimento do que é estabelecido por contrato em direção a os nossos detentos”, afirmou.

Ele disse inclusive agora que a conjuntura “passou do inaceitável” e que a empresa tem dez dias em direção a esclarecer o caso.

“Ela já foi notificada 380 vezes e esse caso, de gravidade maior, nos impõe um séquito maior. O Estado passará a fiscalizar a empresa dentro de suas cozinhas. Chegou ao limite do intolerável. Vamos reprimir duramente”, garantiu.

Pontes destarte como confirmou que presos passaram mal depois ingerir sanduíches. “Usaram produto fora do embalagem diante de servir, provocando problemas”, afirmou.

Presos receberam comida imprópria em direção a humanos no ES, diz relatório – 17/07/2017 – Cotidiano

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/07/1901878-presos-receberam-comida-impropria-em direção a-humanos-no-es-diz-relatorio.shtml