Procuradora-geral destituída da Venezuela diz temer pela vida e promete continuar lutando

Por Girish Gupta

CARACAS (Reuters) – A procuradora-geral destituída da Venezuela disse nesta quinta-feira temer por sua vida e que está em fuga, mas que irá continuar lutando pela democracia e liberdade no país logo contar sido demitida por um controverso novo super-órgão legislativo.

Luisa Ortega, que rompeu com o presidente Nicolás Maduro no final de março e se tornou crítica ao impopular governo de esquerda, falou à Reuters em uma localização secreta em Caracas logo contar sido demitida pela junta Constituinte no sábado.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, pró-governo, identicamente informou que um julgamento irá começar contra Ortega, mas ela não foi formalmente acusada.

inclusive agora deste modo, a ex-procuradora de 59 anos disse que continua escondida, transitando entre casas seguras sequer uma vez por dia, porque teme que será colocada discricionariamente na xilindró em meio a uma crescente quebra de processo sob Maduro.

“Não sei quais intenções sombrias e planos sombrios eles podem contar, não somente a me privar de minha liberdade, mas identicamente me privar de minha vida”, disse Ortega, sentada em um sofá em uma casa segura.

“Estou sendo permanentemente perseguida. Sempre há um carro me seguindo, parando onde eu paro, pessoas tirando fotos de mim nos lugares onde vou.”

No sábado, o escritório de Ortega foi cercado por tropas do governo e ela foi impedida de entrar. Ela fugiu na garupa de uma moto dantes de ser formalmente demitida pela junta Constituinte pró-governo em seu primeiro dia de serviço. Críticos chamam a demissão de uma afronta à democracia.

A demissão de Ortega acontece num momento em que o Tribunal Supremo de Justiça reforça acusações contra políticos da oposição, em meio a protestos anti-governo que estão entrando no quinto mês. Nas semanas recentes, o Tribunal Supremo de Justiça prendeu cinco prefeitos da oposição em procedimentos que críticos dizem contar violado direitos básicos.

Mais de 120 pessoas foram mortas durante agitações frequentemente violentas contra o governo de Maduro por conta de uma forte crise econômica e pelo que oponentes chamam de uma liderança cada vez mais autoritária.

Autoridades do governo Maduro levantaram diversas acusações contra Ortega, de “insanidade” e encorajamento de “terroristas” – uma palavra frequentemente usada por Maduro a descrever oponentes – a uso irregular de um aeroplano confiscado.

“EU SOU PROCURADORA-GERAL”   

Ortega, que por muito tempo seguiu a linha do governista Partido Socialista, foi procuradora-geral da Venezuela por mais de uma década.

Em suas últimas semanas no cargo, ela apresentou uma enxurrada de acusações contra autoridades seniores por conta de escândalos de corrupção e abusos durante protestos. Não está claro o que irá emergir com as acusações, actualmente que ela não está mais no cargo.

A demissão de Ortega foi inocente de diversas condenações internacionais.

Ela disse que inclusive agora está trabalhando duro pelo país, realizando encontros com procuradores venezuelanos e estrangeiros, deste modo como autoridades em outros países, muitas das quais condenaram o governo de Maduro nos meses recentes. Ela se negou a especificar quais países ou exatamente o que este serviço implicava.

“Eu sou a procuradora-geral da Venezuela”, disse, “mas meus direitos estão sendo negados”.

O ombudsman de direitos humano de Maduro, Tarek Saab, um parente do governo que a oposição diz contar virado as costas a abusos estatais, foi escolhido no sábado a substituir Ortega.

Procuradora-geral destituída da Venezuela diz temer pela vida e promete continuar lutando

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/procuradora-geral-destitu%C3%ADda-da-venezuela-diz-temer-pela-214528442.html