Propina era levada em malas ‘tipo lasanha’, diz operador – sucursal Estado

O empresário acrescentar Assad, que confessou pela primeira vez nesta quarta-feira (9), crimes de lavagem de dinheiro a empreiteiras, disse que costumava repassar quantias a a Delta em mala “tipo lasanha”, misturadas a papéis e roupas, distribuídas em camadas. Segundo o denunciado, que está preso em Benfica, na zona norte do Rio, quatro mulheres ligadas à empresa iam duas vezes por semana a seu escritório, em São Paulo, a desenhar a propina. Elas pegavam o dinheiro, iam de aeroplano a o Rio e entregavam na sede da empresa.

De ajuste com Assad, cada mala – uma por viagem – levava cerca de R$ 150 mil a R$ 170 mil. O esquema teria durado pelo menos dois anos.

“A Delta que montou este esquema de transporte e que montou este grupo. Eles montaram um departamento só a pegar esse dinheiro e entregar. Esse grupo era pago com uma porcentagem do dinheiro”, disse.

O empresário disse idem que ele teria gerado pelo menos R$ 370 milhões em contratos fictícios a Delta e que Fernando Cavendish disse que grande parte deste valor teria ido a o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), entre 2008 e 2012. “Cavendish me disse que grande parte desse dinheiro ia a o governo do Estado, a o Sérgio Cabral, e que não poderia entravar porque era muito importante”. Assad disse, no entanto, que não conversou diretamente com Cabral sobre o coisa.

Defesas

Por meio de sua assessorado de imprensa, a construtora Delta informou que só vai se manifestar perante a Justiça sobre as afirmações de Assad. Procurada, a defesa de Cabral informou que só irá se manifestar depois deter ofensa ao depoimento. Defensores de Cavendish não tinham se manifestado sobre o depoimento ainda o início da noite.

Propina era levada em malas ‘tipo lasanha’, diz operador – sucursal Estado

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/08/09/propina-era-levada-em-malas-tipo-lasanha-diz-operador.htm