Quatro dicas rápidas no sentido de reduzir prestação ao financiar um carro zero

Confira pontos elencados pela Proteste no sentido de fugir das “pegadinhas” e economizar no valor final pago pelo veículo

O financiamento é o grande motriz da indústria automotiva nacional. Num país em que a relação entre preço dos veículos e remuneração média da população é muito mais discrepante do que em mercados maduros, não espanta que mais de 50% dos emplacamentos de modelos zero-quilômetro envolvam esse tipo de transação.

Não acredita? tá conferir os números de 2016: dos 3.174.599 veículos emplacados (contabilizando carros, comerciais leves, motos, caminhões, ônibus e implementos rodoviários), 1,7 milhão foram adquiridos sob qualquer tipo de financiamento. Índice aproximado de 53,5%.

Os dados são de Fenabrave (federação dos concessionários) e Cetip (companhia integradora do mercado financeiro), respectivamente.

Se mais da metade dos brasileiros financiam um carro, então é preciso pesquisar suficientemente e tomar alguns cuidados no sentido de que o negócio não pese demais sobre o orçamento mensal. Confira juso quatro dicas rápidas da Proteste (federação de Defesa do Consumidor) no sentido de não portar dor de carola na hora de pagar as faturas.

1. Poupe ao máximo no sentido de a entrada

Quanto mais agudo o percentual da entrada, melhores as chances de negociar descontos, taxas e facilidades nas parcelas. Em alguns casos vale a pena inclusive solicitar crédito em baixio no sentido de pagar a maior entrada provável ou mesmo quitar o veículo à vista com qualquer desconto. É tudo uma questão de usar a calculadora no sentido de saber o que, no cômputo final, ficará mais baixo.

2. Desconfie da famosa “taxa zero”

aqui vai uma dado que talvez seja uma novidade: a chamativa “taxa zero” não existe. Muitas vezes, os custos da transação acabam embutidos e escondidos sob as letras minúsculas de anúncios comerciais e contratos.

O financiamento pode inclusive ser isento de juros, mas você precisa conferir se o CET igualmente não será cobrado, o que é pouco provável. Várias taxas administrativas podem estar incluídas nesse procedimento, encarecendo o financiamento.

afora disso, na maioria dos casos é exigida uma entrada mínima de 60% e número de prestações reduzido, geralmente nunca suso de 24 parcelas. igualmente pode ser solicitado o pagamento de uma parcela residual ao fim, que muitas vezes pesa quase tanto quanto a entrada. É preciso se planejar no sentido de tal.

3. Pesquisa concessionárias e financeiras

Acredite: o CET (Custo Efetivo Total), taxa que considera todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito, varia indeficiente no sentido de um mesmo modelo de conciliação com a localização da concessionária.

Exemplo: ao financiar com entrada de 60% mais 24 parcelas um Ford Ka SE 1.0 (R$ 44.290) em uma concessionária de Campinho, bairro do Rio de Janeiro, o CET é de 17,57% ao idade. Já na Tijuca o índice sobe no sentido de 29,81%. Isso significa uma prestação mensal de R$ 1.178 no primeiro caso, sendo R$ 1.297 no segundo.

A instituição financeira que cuidará desse processo igualmente interfere: algumas chegam a contar um CET de quase 38% ao idade, o que elevaria aquele mesmo financiamento do Ka a R$ 1.372,26 por mês. No final, esse mesmo carro pode portar diferença de R$ 4.662,24 no valor final.

4. Leve em conta os custos de manutenção

Muitas vezes o consumidor leva em conta o quanto o parcelamento vai demandar de seu orçamento, mas não os custos básicos de manutenção de um carro, como IPVA, seguro, combustível, revisões e eventuais reparos.

Por isso, simule — desde sua rotina e do consumo médio prometido pelo modelo escolhido — quanto você deve gastar por mês de combustível. Pesquisa as cotações médias aplicadas àquele carro por seguradoras e não esqueça de levar em conta gastos extras com estacionamento e inclusive inclusão de acessórios.

Tal organização fará muita diferença no sentido de, por exemplo, manter todos os pagamentos em dia e evitar a incidência de multa e (mais) juros sobre as parcelas.

Quatro dicas rápidas no sentido de reduzir prestação ao financiar um carro zero

Fonte: http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2017/08/10/quatro-dicas-rapidas-no sentido de-reduzir-prestacao-ao-financiar-um-carro-zero.htm