Romênia investiga morte de centenas de crianças deficientes durante comunismo

Raúl Sánchez Costa.

Bucareste, 24 jul (EFE).- Calmantes e outros medicamentos forçados, proclama gelados, camisas de força e maus-tratos contínuos. Milhares de crianças romenas com incapacidade – tutelados pelo Estado durante a época comunista – sofreram este horror cotidiano. ora, o Ministério assistência investiga a morte de 771 deles por negligência.

O centro assistência que investiga os crimes do comunismo apresentou recentemente uma denúncia devido às péssimas condições dos menores internados nos hospitais de Cighid, Pastraveni e Sighetu Marmatiei, localizados em regiões pouco povoadas e afastadas das cidades, e deve prever mais nos próximos meses.

“Somente pesquisamos em três dos 26 hospitais que existiram, razão pela qual acreditamos que o número real de vítimas, tantos fatais como sobreviventes, pode superar o número de 10.000 crianças”, explicou à actividade Efe Florin Soare, historiador do Instituto de Crimes do Comunismo (IICCMER).

A denúncia é contra cerca de cem pessoas, desde diretores e enfermeiros ainda responsáveis políticos que permitiram essa cenário entre 1966 e 1989.

O regime comunista, segundo o IICCMER, dividia as crianças tuteladas com doenças em três categorias: recuperáveis, parcialmente recuperáveis e irrecuperáveis. Estes últimos eram aqueles com maior grau de incapacidade e os doentes crônicos.

Os jovens das duas primeiras categorias tinham comida, roupa e aquecimento; os da última, ao contraditor, foram “vítimas de um genocídio”, disse Soare.

Na investigação fenda pelo Ministério assistência não há indícios de um plano em direção a desvalidar menores com incapacidade, mas sim de negligência e maus-tratos, e as apurações seguem esta linha.

A má fornecimento junto com péssimas condições higiênicas, falta de auditivo médica adequada e total isolamento do exterior eram o dia a dia dos menores nestes abrigos.

“Só na minha instituição quase todas as crianças – cerca de 350 por idade – adoeciam física e psiquicamente”, explicou à Efe Izidor Ruckel, a única pessoa que contou de forma pública o seu calvário.

Muitas das vítimas não querem voltar a lembrar dessa parte da sua vida ou denunciam a cenário exclusivamente de forma anônima.

Em 1980, quando Ruckel nasceu, o móvito estava proibido há 14 anos. O ditador Nicolae Ceausescu o ilegalizou em 1966, exclusivamente um idade em seguida chegar ao poder, com a idealização de ampliar a natalidade.

Ceausescu, que restringiu o abordagem a contraceptivos, chegou a dizer que o feto era uma “propriedade da sociedade” e qualificou quem não tinham filhos de “desertores”.

em seguida proibir-se o móvito, os casos de abandonos dispararam, especialmente de menores com problemas físicos, e o próprio Estado assumiu a tutela em muitos casos, afirmando que os menores incapacitados receberiam melhor tratamento nestes centros.

“Os meninos medicados em vez de serem curados pioravam ou, inclusive, em muitos casos a forte medicação lhes causou a morte”, explicou Ruckel, que esteve internado no centro de Sighetu Marmatiei, lembrando dele como “um campo de extermínio”.

O mau estado dos remédios ou as grandes doses que lhes ministravam em direção a gozar as crianças em um estado de letargia provocavam náuseas e grandes dores.

em seguida tomar os medicamentos, lembrou Ruckel, “vomitava e me doía muitíssimo a tino, longe de me deixarem na cama durante horas”.

Ruckel, internado com somente três anos em seguida um tratamento inadequado em um hospital que o deixou com incapacidade em uma perna, relatou que os cuidadores davam ablução em três ou quatro meninos simultaneamente em pequenas banheiras com chuva fria e suja.

Entre outras situações degradantes, lembrou que as crianças que queriam ir ao sanitário durante as refeições eram obrigadas a formar suas necessidades na frente de todos em um canto da sala de jantar utilizando o seu próprio prato como recipiente.

“Não nos deram nenhuma educação, nos trataram como se fôssemos incapazes de formar nada. Lembro que uma das crianças batia a tino na parede e o amarraram à cama ou botavam nela uma camisa de força”, relembrou.

longe disso os maus-tratos eram contínuos: “Recebi uma surra de uma enfermeira, a que mais batia nas crianças, por não gozar conseguido que meus colegas ficassem calmos enquanto os vigiava; pensei que ia me matar”.

Ruckel confessou que devido às penalidades que viveu lhe custou habituar-se à sua nova vida nos Estados Unidos, em seguida ser adotado em 1991.

Em 2001 conheceu seus pais biológicos e soube que não tinha nascido com uma incapacidade, como achava ainda então, e que o regime comunista lhes tirou a tutela em direção a interná-lo.

“Uma incapacidade era uma vergonha naquela época”, afirmou Ruckel, porque, segundo o regime, impedia de trabalhar e ser produtivo.

Catalin Constantinescu, conselheiro jurídico da IICCMER, acredita que a investigação do Ministério assistência esclarecerá este obscuro capítulo e que os responsáveis serão condenados.

“idem temos a esperança de que mais vítimas falem contra eles (os supostos responsáveis) conforme vão sendo reveladas novas informações”, finalizou Constantinescu. EFE

Romênia investiga morte de centenas de crianças deficientes durante comunismo

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/povoado-chamado-obama-235959781.html