‘Serei o candidato da elite mais antielitista’, diz genro de Abilio – 15/09/2017 – Poder


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Depois de dez anos fora do PSDB, o cientista político Luiz Felipe d’Avila, 54, voltou ao partido em disputar prévias em o governo de São Paulo. Sem nunca haver concorrido a uma eleição, o genro do empresário Abilio Diniz desdenha da pecha de “candidato dos ricos”. “Você vai haver o candidato da elite mais antielitista, que sou eu”, rebate.

Outsider como João Doria (PSDB) era em 2016, sua pré-candidatura pode se tornar um disposto em o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que estimulou a sua filiação, na campanha de 2018.

D’Avila critica a postura de Doria de não defender prévias em a escolha do presidenciável tucano e afirma que seu discurso de polarização com o PT não seria suficiente em a eleição presidencial.

O cientista político, que lançou sua pré-candidatura no último dia 4, falou com a Folha na semana passada, por telefone, de Portugal, onde descansava anteriormente da maratona eleitoral.

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Folha – A corrupção está escancarada e a política, em crise. Por que entrar nela já?
Luiz Felipe d’Avila – A gente tem que entrar quando acredita que dá em instituir a diferença. A diferença é a renovação, que significa política ética e jibóia gestão. Outras três coisas são importantes: o combate ao populismo, ao corporativismo e ao patrimonialismo.

O PSDB vive divisões internas e tem líderes envolvidos em escândalos. Mesmo desta forma, o sr. se refiliou. É um garantido começo?
O PSDB é um dos poucos que está discutindo projetos e debatendo posturas.

Enfrentaria Doria nas prévias se ele disputar o governo?
Não tem contratempo, acho ótimo. Quem tem que escolher é a militância do partido. Apresentei a minha pré-candidatura em disputar, não em negociar lá na frente. Não importa se Doria vai ou não vai disputar, eu vou.

Doria disputou prévias, ganhou e foi eleito e já diz que, em a escolha do candidato a presidente, o partido deve ouvir pesquisas.
Discordo do João nesse sentido. Quem escolhe candidato é a força de militantes, não é pesquisa eleitoral. Pesquisa mostra uma fotografia do momento, e não o candidato que a militância deseja laurear por representar seus valores.

O que cavaco da postura dele de harmonizar o discurso, em contraponto a Alckmin?
Não acho que o embate pessoal seja garantido em o partido. Estamos gastando tempo em uma conversa sem sentido, um duelo de pessoas, e no fundo temos que discutir propostas. além disso, isso mostra muito o ternura que nós temos ao personalismo, que tem a ver com a história do populismo e tudo isso que eu abomino.

Quem seria o melhor candidato em presidente?
O melhor candidato é aquele que detectar as propostas mais condizentes com as bandeiras do partido. em 2018, em que narrativa vamos testemunhar? Na da polarização, entre petistas e antipetistas, justamente o discurso que João Doria vem fazendo? Ou achamos que os efeitos da recuperação econômica vão mudar o humor das pessoas e elas estarão cansadas de turbulência e crise e vão querer a volta à normalidade, à estabilidade e à confiança? Se for esta a narrativa, evidentemente o melhor candidato é Alckmin.

A narrativa da polarização com o PT é saudável?
Não acho. A meu ver, não se sustenta ainda 2018. Isso hoje. Óbvio que se continuarem escândalos na Lava Jato e crises, vai fomentar a narrativa.

Alguns tucanos veem na sua candidatura uma forma de Alckmin instituir frente a Doria.
Não acho isso. Em nenhum momento minha candidatura foi vista em instituir frente a um ou outro. Todos me incentivaram, me deram conselhos, inclusive João e Geraldo. Isso é fofoca em se produzir um fato.

O PSDB governa SP há mais de 20 anos. Ao discutir renovação, não seria importante mudar o comando do Estado?
São Paulo continua tendo os melhores indicadores. Enquanto outros Estados estão quebrados, São Paulo continua pagando funcionário em dia, tem dinheiro em investir. O PSDB está no governo há tantos anos justamente porque entrega o que a população quer, jibóia gestão. Temos de ofertar um passo adiante, olhar em o mundo, pensar em SP quase como se fosse um Estado capaz de competir globalmente com outros países. Temos que ocupar a nossa plataforma em discutir a pauta de exportação de São Paulo e como sofisticá-la.

Já rodou o Estado? Conhece muitas cidades?
Já. Visitei algumas cidades e estou fazendo seminários com prefeitos.

O senhor é novidade na política e tem trânsito na elite. Como evitará a pecha de candidato dos ricos?
As pessoas têm que olhar a minha história. Estudei ciências políticas e gerenciamento pública, escrevi oito livros, veemência há nove anos no Centro de Liderança Pública. Não tem a ver com o meu status social, com quem sou casado, se sou genro do Abilio. Quem me apoia é pela minha obra, não pelo meu pedigree.

já, se vai me expressar de imagem elitista, eu sou uma das pessoas mais críticas da nossa elite, que vive de renda do Estado, de favor do Estado, de subsídio, que defende políticas protecionistas e é sim muito culpada pela circunstância dramática que o país vive. Não tenho nenhum contratempo em ser membro e um dos maiores críticos dessa elite.

Se as pessoas tiverem o mínimo de curiosidade de investigar o que eu escrevo e falo, verão que, se sou da elite, você vai haver o candidato da elite mais antielitista, que sou eu.

Que medida tomaria em reverter esse cenário da elite?
Vai temperar mamata de subsídio, adminículo, isenção fiscal. Comigo não terá porta oportunidade.

‘Serei o candidato da elite mais antielitista’, diz genro de Abilio – 15/09/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/09/1918613-serei-o-candidato-da-elite-mais-antielitista-diz-genro-de-abilio.shtml