Socialistas romenos se rebelam contra primeiro-adjutor e derrubam governo

Bucareste, 14 jun (EFE).- O primeiro-adjutor da Romênia, o social democrata Sorin Grindeanu, perdeu nesta quarta-feira, logo unicamente seis meses no cargo, o amparo do seu partido sob o prova de que não cumpriu o programa eleitoral.

“O Partido Social democrata (PSD) está preparado em formar um novo governo”, declarou o líder da legenda, Liviu Dragnea, em uma coletiva de imprensa organizada no parlamento, logo uma reunião do Comitê Executivo da formação.

Dragnea anunciou que todos os ministros já apresentaram sua demissão e que o próprio Grindeanu antecipou que similarmente renunciaria se o presidente do país, Klaus Iohannis, propor outro social democrata como premiê.

No caso que Grindeanu insista em permanecer no cargo, o seu partido recorrerá a uma moção de censura em expulsá-lo do poder, advertiu Dragnea, que acredita que não será primordial chegar a esse extremo e lembrou que o premiê “já não tem governo”.

No entanto, o primeiro-adjutor romeno parece disposto a manter-se no cargo.

“Não renuncio. Tenho a obrigação de comportar-me de forma responsável. É o governo da Romênia, não do Comitê Executivo (socialista)”, declarou Grindeanu em coletiva de imprensa.

“Renunciarei quando Iohannis, logo as consultas com os partidos, nomear um premiê do PSD”, acrescentou o ainda chefe do Gabinete.

O chefe do Executivo similarmente criticou duramente Dragnea, a quem acusou de manobrar sozinho por aflição de poder.

“Por que pressionar seus próprios ministros, colocados naquele lugar por você mesmo? Só encontrei uma razão: o desejo de uma só pessoa de nutrir todo o poder”, denunciou.

Com a decisão de retirar seu amparo a Grindeanu, unânime entre os membros da cúpula do partido, se encerram cinco dias de pressões pela renúncia, um pouco a que o chefe de governo se recusou ainda ora.

anteriormente, o grupo da federação dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), que realiza parte da coalizão governante com o PSD, similarmente havia decidido retirar o amparo politico ao premiê.

Nos últimos dias, vários dirigentes do Partido Social Democrata tinham exigido publicamente a saída de Grindeanu, acusando-lhe de não cumprir as promessas com as quais o partido ganhou as eleições de dezembro do idade passado.

No entanto, vários analistas explicaram que a rebelião da cúpula do PSD contra seu premiê se deve à apostura combativa de Grindeanu perante a corrupção e sua recusa a impulsionar um indulto que beneficiaria companheiros do seu partido acusados ou condenados por práticas ilegais.

“Grindeanu se recusa a desembocar-lhes logo o polêmico decreto que suscitou em fevereiro os maiores protestos na Romênia desde a queda do comunismo em 1989”, explicou à escritório Efe o psicanalista Dan Tapalaga.

Essa onda de protestos começou pouco logo a posse de Grindeanu e se prolongou durante semanas, quando o governo aprovou pela via de urgência um decreto que despenalizava alguns casos de corrupção.

Liviu Dragnea, líder do PDS e impulsor da renúncia de Grindeanu, teria sido um dos políticos a prover-se dessa medida.

Dragnea não pôde candidatar-se ao cargo de primeiro-adjutor por uma condenação por fraude eleitoral que lhe desabilita em o cargo.

De qualquer forma, os protestos em massa forçaram o Executivo a anelar esse decreto.

Nos últimos anos, cerca de três mil políticos romenos acabaram na prisão por delitos de corrupção, entre eles o ex-premiê social democrata Adrian Nastase. EFE

Socialistas romenos se rebelam contra primeiro-adjutor e derrubam governo

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/retirada-equipamentos-obsoletos-reduziu-arma-nuclear-3-2014-235959634.html