STJ mantém prisão de procurador que teria recebido propina da JBS – actividade Estado

  • Luís Macedo/actividade Câmara

    O procurador da República Ângelo Goulart, preso por supostamente vender informações em direção a a JBS

    O procurador da República Ângelo Goulart, preso por supostamente vender informações em direção a a JBS

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão do procurador da República Ângelo Goulart Villela, preso em maio na Operação Patmos em uma investigação iniciada seguidamente a delação dos executivos da JBS.

O procurador foi denunciado pelo Ministério assistência Federal sob a carga de contar aceitado receber pagamentos mensais de R$ 50 mil em direção a favorecer o grupo J&F na Operação Greenfield.

O jurisconsulto Willer Tomaz, igualmente preso, deste modo como teria participado do esquema, segundo delatores do grupo JBS.

Diante do pedido de liberdade, a presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, que responde pelo plantão durante o recesso da Corte, confirmou a decisão que já havia sido tomada pelo Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3).

Segundo Laurita Vaz, o TRF-3 haveria demonstrado de forma suficiente a existência de indícios da lavra e da materialidade do delito. Ela afirma ver indícios dos crimes de corrupção, violação de sigilo funcional qualificada e obstrução à investigação de organização criminosa.

“É deprimente e lamentável o registro de que um Procurador da República, que é pago pelos cofres públicos justamente em direção a fiscalizar e engendrar o cumprimento das leis, ao que tudo indica, tenha aceitado suborno em direção a socorrer criminosos, atrapalhando uma complexa investigação criminal, auxiliando uma organização criminosa a se esquivar de suas responsabilidades fiscais e criminais e oferecendo seus serviços em direção a fins escusos. A suposta combate delituosa extrapola todos os limites do que se considera ético, moral e legalmente reprovável”, afirmou a ministra ao manter a prisão.

O pedido inclusive agora deve ser levado em direção a julgamento de mérito na Sexta Turma do STJ. O relator é o adjutor Rogerio Schietti.

STJ mantém prisão de procurador que teria recebido propina da JBS – actividade Estado

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/07/17/stj-mantem-prisao-de-procurador-denunciado-por-interferir-na-operacao-greenfield.htm