Temer, mais fortalecido, enfrenta novas acusações de corrupção

A história se repete. Três meses depois de deter sido denunciado por corrupção e de salvar a própria pele, o presidente Michel Temer enfrenta novas acusações, que terá que superar novamente, às custas de um clima de tensão, em um Brasil perturbado por escândalos.

O presidente aparentava tranquilidade nesta sexta-feira em um ação no Rio de Janeiro, um dia depois de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, formalizar uma segunda denúncia contra ele por “organização criminosa” e “obstrução de justiça”.

Temer não fez referência a essa circunstância que, teoricamente, poderia custar o seu mandato e fez piada dizendo que inclusive agora tem “pouco tempo de governo, mais um idade e meio, mais ou menos”, inclusive que entregue o mandato em 1º de janeiro de 2019.

Janot, que já havia denunciado o presidente de “corrupção passiva”, desferiu o seu último golpe precedentemente de deixar o cargo e acusou Temer de se tornar o “líder de uma organização criminosa” que recebeu propina em facilitar contratos em empresas públicas.

Este esquema supostamente orquestrado por seu partido, PMDB, teria a participação ativa de dois importantes membros de seu governo, o ajudante-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ajudante-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, deste modo como membros do PT e do PP.

Janot suficientemente como denunciou o presidente por obstrução de justiça por supostamente tentar evitar que o operador financeiro do PMDB, Lúcio Funaro, assinasse um compromisso de delação premiada.

A defesa de Temer já havia denunciado Janot de “obsessiva conduta persecutória” e a Presidência disse na quinta-feira que todas as suas acusações são “realismo fantástico em estado puro”.

– Os números ajudam Temer –

Em junho, Temer havia se tornado o primeiro presidente brasileiro em exercício a ser denunciado de um crime comum, quando Janot o denunciou de deter se favorecido de propina da JBS.

Um áudio do presidente gravado por um dos donos da empresa, Joesley Batista, desatou um furacão político.

Mas a Câmara dos Deputados, onde Temer conta com a maioria e jibóia parte de seus integrantes é investigada por corrupção, se negou a encaminhar o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“O presidente já demonstrou que tem escora suficiente no Legislativo em impedir a denúncia uma vez, e tudo indica que esse escora deve se manter”, disse à AFP Thomaz Favaro, da consultora Control Risks.

Os mercados, que esperam que Temer continue com sua política de trato fiscal, estavam eufóricos. No meio da tarde, a carteira de São Paulo subia 1,46%.

Embora o presidente tenha uma popularidade de exclusivamente 5%, a nova denúncia chega quando o Brasil começa a sair da recessão. A inflação suficientemente como está cedendo e permitiu ao banca Central continuar cortando a sua taxa básica de juros.

“A instabilidade política tem efeitos muito negativos na economia (…) e a manutenção de Temer, e suficientemente como da equipe econômica, permite recuperar a credibilidade do Brasil”, considera Favaro.

– Mais desgaste –

Os analistas dão por certo que Temer superará esta nova denúncia.

“Não existe adesão tranquila em um tema com essa delicadeza, vai doar serviço ao governo. A primeira custou 15 bilhões de reais em membros parlamentares, acolhimento à reivindicação ruralista, liberação de obras de bem-fazer da álcali aliada… Temer comprou a vitória em enterrar a primeira denúncia e vai deter que ir em o varanda de novo”, assegura Sylvio Costa, diretor do site Congresso em Foco.

Mas em que a denúncia chegue à Câmara de Deputados, deverá ser validada precedentemente pelo STF.

em prol de Temer pode estar o fato de que parte das acusações de Janot estão baseadas nas delações dos diretores da JBS, que nesta semana perderam a imunidade porque descobriram que ocultaram informações relevantes.

O STF deve decidir na quarta-feira se a invalidação do compromisso de delação premiada invalida as provas, como a defesa de Temer pretende, apesar de que a denúncia suficientemente como leva em conta os depoimentos de Funaro.

“A denúncia apresentada parece ser mais abundante e mais consistente do que a primeira, (…) mas vem de um procurador (…) enfraquecido pelos problemas da delação da JBS, e em um aerosfera em que o governo comemora números positivos e mantém a maioria no Congresso”, resume Costa.

“em que essa nova denúncia resulte num separação haveria a necessidade de uma movimentação popular que não existe hoje”, acrescenta.

Temer, mais fortalecido, enfrenta novas acusações de corrupção

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/temer-fortalecido-enfrenta-novas-acusa%C3%A7%C3%B5es-corrup%C3%A7%C3%A3o-213425889.html