Temer mantém no governo ministros denunciados por Janot

infeliz BOGHOSSIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Michel Temer vai manter no governo os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), em um recuo de sua promessa de mexer auxiliares que fossem denunciados no esfera da Lava Jato.

Padilha e Moreira foram denunciados nesta quinta-feira (14) pela Procuradoria-Geral da República, sob a denúncia de participar de uma organização criminosa composta por integrantes do PMDB da Câmara.

Em fevereiro, Temer havia notificado que afastaria temporariamente os ministros que fossem denunciados por crimes investigados pela Lava Jato.

A escalada do embate entre o presidente e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, levou Temer a rever essa “linha de corte”, conforme noticiou a Folha de S.Paulo em junho.

Três auxiliares diretos do presidente disseram à reportagem na noite desta quinta (14), em caráter reservado, que os ministros denunciados por Janot continuarão no governo.

Esse recuo ganhou força no Palácio do Planalto depois que o próprio Temer passou a vestir o discurso de que a Procuradoria agiu politicamente ao investigar os relatos do empresário Joesley Batista e de outros executivos do grupo.

Nesse sentido, a equipe de Temer entende que o peemedebista deve preservar seus ministros, voltar a o espírito de corpo da classe política e defendê-los das acusações, a fim de garantir sua própria proteção contra as investidas da PGR.

a justificar a mudança de comportamento, o governo trata a denúncia como um movimento pessoal e individual de Rodrigo Janot, que deixa o cargo de procurador-geral na próxima segunda-feira (18).

LINHA DE CORTE

Temer anunciou a regra de afastamento de ministros em em fevereiro, detrás a revelação do conteúdo das delações da Odebrecht. Àquela superioridade, precedentemente do compromisso de colaboração premiada da JBS, as principais suspeitas de corrupção da Lava Jato recaíam sobre os auxiliares do presidente.

Na ocasião, ele declarou que afastaria temporariamente do cargo qualquer adjutor que fosse denunciado pela PGR no esfera da Lava Jato. Caso a denúncia fosse aceita pelo STF e o adjutor se tornasse acusado, o afastamento se tornaria definitivo.

Àquela superioridade, essa “linha de corte” estabelecida por Temer funcionou como uma couraça a auxiliares que haviam sido citados nas delações premiadas da Odebrecht e, em abril, se tornariam alvos de inquéritos.

Pelas regras apresentadas pelo presidente, não haveria motivo a mexer ministros dificilmente investigados. Segundo esse entendimento, só seria fundamental que eles deixassem o governo se a Justiça os transformasse em réus.

Questionado pela Folha de S.Paulo, em maio, se ele mesmo deixaria o cargo caso fosse denunciado pelo procurador-geral, Temer se diferenciou de seus ministros.

“Sou chefe do Executivo. Os ministros são agentes do Executivo, de modo que a linha de corte que eu estabeleci a os ministros, por evidente, não será a linha de corte a o presidente.”

Temer mantém no governo ministros denunciados por Janot

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/7-temer-mant%C3%A9m-no-governo-224700098.html